A sessão ordinária da Câmara Municipal de Cláudio, realizada na última segunda-feira (25), foi marcada por uma ampla discussão envolvendo moradores do Residencial Dona Quita durante utilização da Tribuna Livre. Esta foi pelo menos a quarta vez que o grupo de moradores fez questionamentos sobre a construção de galpões industriais no bairro nos últimos três anos.
O espaço foi utilizado pelo cidadão Flávio Lopes Calixto com auxílio de Carlos Soares Araújo, para tratar de questões relacionadas à construção de galpões e remoção de palmeiras no bairro.
Durante a manifestação, os moradores relataram preocupações sobre alterações ocorridas na região que, em tese, afrontam o plano diretor, os impactos da infraestrutura e mudanças relacionadas ao crescimento do bairro. Entre os apontamentos apresentados, Flávio demonstrou preocupação com a situação estrutural do local e com promessas que, segundo ele, ainda não teriam sido cumpridas. “O bairro está cada vez pior. Os buracos estão aumentando e o asfalto lá é uma capa fina, que não aguenta nem carro pequeno, ainda mais caminhão pesado”, afirmou.
O morador também relatou insatisfação com a condução das discussões envolvendo o bairro e afirmou que moradores passaram a buscar outros meios para reivindicar respostas. “Nós já viemos aqui humildemente conversar. Agora vamos procurar nossos direitos na lei. Já procuramos o Ministério Público e fizemos denúncias”, declarou.
Em outro trecho da manifestação, Flávio afirmou acreditar que os moradores aguardam maior atenção às demandas apresentadas pela comunidade. “Ali tem famílias que precisam ser atendidas. O pessoal está querendo uma solução”, disse.
Auxiliando a apresentação, Carlos Soares Araújo afirmou que moradores adquiriram imóveis acreditando em determinadas características apresentadas durante a implantação do loteamento. “Trabalhei 26 anos para conseguir o que tenho hoje. Quando adquirimos os lotes, foi apresentada uma proposta de bairro residencial e depois começaram a surgir estas situações”, relatou.
Carlos também afirmou que moradores buscam uma definição sobre o futuro da região e relatou preocupações quanto aos impactos na tranquilidade do bairro. “Todo mundo foi para lá buscando uma vida tranquila, porque seria um residencial. O que a gente quer é uma solução para isso”, disse.
Após a utilização da Tribuna Livre, a palavra foi aberta aos parlamentares. Todos os vereadores presentes se manifestaram, em um debate que se estendeu por mais de uma hora e meia, que abordou os pontos apresentados pelos moradores e temas relacionados ao planejamento urbano, crescimento da cidade e infraestrutura.
Ao final das discussões, foi destacado o encaminhamento da Comissão Permanente de Administração Pública, Habitação, Transporte, Infraestrutura e Planejamento Urbano, presidida pelo vereador Nivaldo (PDT), que ficou responsável por organizar uma reunião para aprofundar o diálogo sobre as demandas apresentadas. A comissão é composta pelos vereadores Nivaldo (PDT), presidente; Kaká Amorim (Republicanos), relator; e Frederico Amorim (Avante), revisor, tendo como suplentes Rosângela Diretora (PSDB), Darley Lopes (PDT) e Evandro da Ambulância (PL).
Uma reunião ficou de acontecer no Poder Executivo na quarta-feira (27) também para tratar do assunto.















